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terça-feira, 12 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Erros que cometemos
O erro frequente cometido por muitos pais (e treinadores), mesmo os mais bem-intencionados, quando chega a altura de aplicar um castigo consiste em emprestar muita emoção ao que fazem.
Qualquer castigo é mais eficaz aplicado com calma e tranquilidade, usando um tom de voz sereno e firme.
Muita irritação leva-nos a fazer coisas erradas, como gritar, humilhar, censurar ou mesmo bater na criança.
Não é nada boa ideia aplicar um castigo quando estamos muito zangados.
Nessas alturas o melhor é acalmar um pouco, de preferência longe da vista da criança (aquilo a que chamo "sair de cena"), e voltar ao assunto algum tempo depois, já mais calmos e emocionalmente controlados.
Além disso, a irritação do pai ou da mãe (ou treinador) desvia a atenção da criança para algo secundário: a certa altura a criança está apenas preocupada com aquele estado de espírito dos pais e não com o que fez de mal ou o que podia ter feito de diferente.
Pior ainda: a irritação dos pais pode levar a criança a repetir o mau comportamento sempre que desejar chamar a atenção.
Já descobriu que aquele comportamento é extremamente eficaz para conseguir a atenção dos pais.
Evitar este erro - muita emoção na altura de aplicar um castigo - é fundamental para que a disciplina seja eficaz.
Qualquer castigo é mais eficaz aplicado com calma e tranquilidade, usando um tom de voz sereno e firme.
Muita irritação leva-nos a fazer coisas erradas, como gritar, humilhar, censurar ou mesmo bater na criança.
Não é nada boa ideia aplicar um castigo quando estamos muito zangados.
Nessas alturas o melhor é acalmar um pouco, de preferência longe da vista da criança (aquilo a que chamo "sair de cena"), e voltar ao assunto algum tempo depois, já mais calmos e emocionalmente controlados.
Além disso, a irritação do pai ou da mãe (ou treinador) desvia a atenção da criança para algo secundário: a certa altura a criança está apenas preocupada com aquele estado de espírito dos pais e não com o que fez de mal ou o que podia ter feito de diferente.
Pior ainda: a irritação dos pais pode levar a criança a repetir o mau comportamento sempre que desejar chamar a atenção.
Já descobriu que aquele comportamento é extremamente eficaz para conseguir a atenção dos pais.
Evitar este erro - muita emoção na altura de aplicar um castigo - é fundamental para que a disciplina seja eficaz.
por Paulo Oom - Pediatra
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Castigo ou correcção?
Há dias li num jornal que qualquer castigo deixa uma marca de ressentimento, e que, por isso, devemos evitá-lo e até denunciá-lo.
Esta generalização pareceu-me perigosa. Não porque eu esteja a favor do castigo, mas porque ela pode levar muitos pais e professores a pensarem que é mau corrigir, quando isso não é verdade. Tudo depende de o que se entende por “castigo”.
Qualquer educador, seja ele pai ou professor, está investido em autoridade para educar e formar o filho ou o aluno. Parte desse trabalho formativo e educativo exerce-se através das correcções de todos os dias. Se nos for tirada a possibilidade de corrigir, tiram-nos, ao mesmo tempo, a capacidade de educar.
Hoje em dia muitos adultos têm medo de “traumatizar” as crianças se as corrigirem ou lhes chamarem a atenção para maus comportamentos. Há quem nunca diga não aos filhos, por medo a que se zanguem ou a que isso faça descer a sua autoestima. Sem pensarem em que os prejudicamos mais deixando-os no erro ou permitindo-lhes que façam disparates que os possam prejudicar. Quantas bofetadas a tempo salvaram alguma criança que brincava com uma faca ou que se preparava para meter o dedo na tomada da electricidade! É certo que a criança chorou, mas se não o tivéssemos feito nunca mais teria possibilidade de chorar. Muitas vezes pode acontecer-nos, com os adolescentes, que para evitarmos que “chorem” por uma correcção permitimos que venham a sofrer amargamente as consequências de um comportamento que se poderia ter evitado se tivéssemos actuado na altura certa. E, acreditem-me, isto sim é que cria ressentimentos.
Com o passar dos anos
Se pensarmos bem, agora que somos adultos, naquilo que mais nos faz estar agradecidos aos nossos educadores, compreendemos que é precisamente a paciência e constância que tiveram para nos ajudar a formar hábitos e a superar erros e limitações, apesar das nossas zangas e falta de colaboração em muitos casos. Isso implicou uma série de correcções ao longo da vida, com “más caras” nossas em muitas ocasiões, mas que agora agradecemos. E até reconhecemos que somos o que somos graças a elas.
Nunca esquecerei que quando estava no 5º Ano, num exame de Matemática, perspectivei bem um problema e resolvi correctamente as operações, mas ao colocar o resultado esqueci-me de especificar que se tratava da unidade “metros”. A professora considerou errado todo o problema por causa disso! Fiquei zangada, é claro! Mas não me traumatizei nem lhe guardo ressentimento. Pelo contrário, estou-lhe muito agradecida, porque graças a essa correcção não voltei a ter despistes desse género, e isso ajudou-me muito ao longo da vida.
Por outro lado, se nos pusermos a pensar, ninguém nasce sendo já ordenado, ou bem comportado, ou com a prudência necessária, no convívio com as outras pessoas, para não incomodar ninguém. Todas estas características, que dizem tão bem de um adulto, são na maior parte dos casos o resultado de um longo processo de correcções por parte dos pais ou dos professores quando a pessoa era ainda uma criança. A teoria sozinha não forma. Para formar o hábito da sinceridade não basta que digamos à criança que é mau dizer mentiras. É necessário, por um lado, que a motivemos a dizer a verdade e que a felicitemos quando o fizer, para que aprenda a sentir a satisfação de ter feito uma coisa boa. Mas, ao mesmo tempo, se não a corrigirmos quando mentir, continuará a fazê-lo e não conseguirá o hábito desejado.
As más experiências
É verdade que às vezes se abusou dos castigos, chegando a magoar a criança física ou afectivamente. Por isso se compreende que se insista tanto em prevenir esses casos e assegurar que não voltem a acontecer.
Mas isso não justifica que se deixe de corrigir e de educar. Por outro lado, devemos recordar que a educação é uma arte e que se deve aplicar de maneira personalizada. Qualquer mãe sabe muito bem que aquilo que lhe serviu para corrigir o filho mais velho muito provavelmente não a ajuda com o mais novo. A maneira de corrigir deve depender da criança que se corrige, da personalidade e da idade de cada um.
Tendo em conta o que se disse anteriormente, é possível dar alguns conselhos práticos para assegurar que os nossos modos de corrigir não prejudiquem as nossas crianças, mas que, pelo contrário, as ajudem a crescer como pessoas.
Por amor
Primeiramente, é muito importante que a correcção seja feita para ajudar a criança a ser melhor, e não porque nos incomodou com aquilo que fez. As crianças têm como que um sexto sentido que lhes permite captarem bem as intenções dos pais e professores. Sabem perceber quando são corrigidos por amor e quando são corrigidos por irritação.
Além disso, com as correcções ensinamo-las a distinguir aquilo que está bem daquilo que está mal. É preciso que sejamos muito consequentes nisto, para que a criança entenda que foi corrigida porque bateu num irmão, e não porque a mãe estava de mau humor. As crianças são mais inteligentes do que aquilo que muitas vezes pensamos, e vão formando os seus próprios critérios de bem e de mal não tanto por aquilo que lhes dizemos, mas sim pelas nossas reacções relativamente àquilo que fazem.
Sempre
Em segundo lugar, não é preciso esperar que a criança chegue à idade da razão para a corrigirmos. Nessa idade já chegamos tarde. A criança começa a formar hábitos desde que nasce, pelo que os primeiros anos são fundamentais para a sua educação. Se não está em idade de entender razões, não lhas dês. Mas não deixes de corrigir imediatamente. Fazes-lhe um grande favor ao ajudá-la a adquirir hábitos desde a mais pequena idade.
A hora de reflectir
Quando a criança já entende razões, é importante que aprenda que tudo o que faz tem consequências. Todo o acto bom terá consequências boas, e todo o acto mau, consequências más. Na vida corrente, as consequências, quer sejam boas ou más, nem sempre se deixam ver instantaneamente. Por vezes demoram anos a chegar, mas chegam sempre. Descuidar a própria saúde, talvez não me afecte imediatamente, mas fá-lo-á mais cedo ou mais tarde. Esforçar-me nos estudos pode não dar resultados imediatos, mas no dia em que encontrar trabalho darei por bem empregues tantas horas de esforço. É preciso ajudar a criança a ver as consequências dos seus actos de forma imediata, para que compreenda esta relação entre o seu comportamento e a consequência, e é aqui que os reforços e os correctivos entram em jogo. Dar os parabéns, ou dar uma palmadinha nas costas são coisas que ajudam a criança a entender que o que fez foi bem feito, e muito provavelmente ela procurará fazê-lo de novo. Uma censura, ou mesmo uma sanção, conforme o caso, far-lhe-ão ver que não deve repetir aquilo que fez. É muito importante que compreenda que o correctivo lhe é aplicado não porque se está zangado com ela, mas que é uma consequência daquilo que fez, e que está nas suas mãos não voltar a recebê-lo.
Saber
É importante que a criança saiba em que é que está a ser corrigido e porquê. De pouco serve tirar-lhe o brinquedo preferido durante uns dias, se ela não souber por que motivo ficou sem ele. Mas, se souber a razão, evitará fazer a mesma coisa no futuro, e podemos dizer que aprendeu.
Proporção
Também é importante que a correcção seja proporcional àquilo que a criança fez, e que o correctivo em si mesmo não lhe faça mal. Não podemos deixar uma criança sem comer, ou a apanhar chuva, por castigo. Mas podemos talvez proibi-la de ver televisão algumas vezes.
Reparando
Ajuda muito, na medida do possível, que o correctivo tenda a reparar o mal que a criança ou o jovem possa ter feito. Desta maneira, por um lado, compreende que as suas acções podem prejudicar os outros e, por outro, aprende a responsabilizar-se por elas.
A sábia prudência
É importante que os correctivos sejam apropriados à idade da criança ou do jovem. Se já estiver em idade de entender as razões, convém esperar pelo momento oportuno para falar com ele, e que ele mesmo aceite o correctivo como consequência daquilo que fez. Em muitos casos isto é muito saudável e até lhe dá a sensação de ter reparado o mal que possa ter ocasionado com o seu comportamento. Mas se, pelo contrário, lhe impomos o correctivo sem que ele seja consciente de que fez algo mau, isso poderá levá-lo a não repetir o que fez, mas fará isso mais por medo do que por convicção. Além disso, corre-se o risco de gerar nele um sentimento de injustiça, fazendo que se quebre a comunicação com ele. O que seria muito prejudicial, pois então perderíamos a capacidade de o ajudar.
Forma e fundo
A regra de ouro que nunca falha é a de sermos suaves na forma e firmes no fundo. Precisamos de educar, e isto implica corrigir. Mas isso não é incompatível com o carinho, as boas maneiras e a simpatia. É acertado o dito que afirma que atrai mais uma gota de mel do que um barril de vinagre. A correcção é uma forma muito autêntica do nosso amor aos filhos e aos alunos. Não deixemos claudicar a nossa responsabilidade de educadores, mas, isso sim, façamo-lo com amor.
Esta generalização pareceu-me perigosa. Não porque eu esteja a favor do castigo, mas porque ela pode levar muitos pais e professores a pensarem que é mau corrigir, quando isso não é verdade. Tudo depende de o que se entende por “castigo”.
Qualquer educador, seja ele pai ou professor, está investido em autoridade para educar e formar o filho ou o aluno. Parte desse trabalho formativo e educativo exerce-se através das correcções de todos os dias. Se nos for tirada a possibilidade de corrigir, tiram-nos, ao mesmo tempo, a capacidade de educar.
Hoje em dia muitos adultos têm medo de “traumatizar” as crianças se as corrigirem ou lhes chamarem a atenção para maus comportamentos. Há quem nunca diga não aos filhos, por medo a que se zanguem ou a que isso faça descer a sua autoestima. Sem pensarem em que os prejudicamos mais deixando-os no erro ou permitindo-lhes que façam disparates que os possam prejudicar. Quantas bofetadas a tempo salvaram alguma criança que brincava com uma faca ou que se preparava para meter o dedo na tomada da electricidade! É certo que a criança chorou, mas se não o tivéssemos feito nunca mais teria possibilidade de chorar. Muitas vezes pode acontecer-nos, com os adolescentes, que para evitarmos que “chorem” por uma correcção permitimos que venham a sofrer amargamente as consequências de um comportamento que se poderia ter evitado se tivéssemos actuado na altura certa. E, acreditem-me, isto sim é que cria ressentimentos.
Com o passar dos anos
Se pensarmos bem, agora que somos adultos, naquilo que mais nos faz estar agradecidos aos nossos educadores, compreendemos que é precisamente a paciência e constância que tiveram para nos ajudar a formar hábitos e a superar erros e limitações, apesar das nossas zangas e falta de colaboração em muitos casos. Isso implicou uma série de correcções ao longo da vida, com “más caras” nossas em muitas ocasiões, mas que agora agradecemos. E até reconhecemos que somos o que somos graças a elas.
Nunca esquecerei que quando estava no 5º Ano, num exame de Matemática, perspectivei bem um problema e resolvi correctamente as operações, mas ao colocar o resultado esqueci-me de especificar que se tratava da unidade “metros”. A professora considerou errado todo o problema por causa disso! Fiquei zangada, é claro! Mas não me traumatizei nem lhe guardo ressentimento. Pelo contrário, estou-lhe muito agradecida, porque graças a essa correcção não voltei a ter despistes desse género, e isso ajudou-me muito ao longo da vida.
Por outro lado, se nos pusermos a pensar, ninguém nasce sendo já ordenado, ou bem comportado, ou com a prudência necessária, no convívio com as outras pessoas, para não incomodar ninguém. Todas estas características, que dizem tão bem de um adulto, são na maior parte dos casos o resultado de um longo processo de correcções por parte dos pais ou dos professores quando a pessoa era ainda uma criança. A teoria sozinha não forma. Para formar o hábito da sinceridade não basta que digamos à criança que é mau dizer mentiras. É necessário, por um lado, que a motivemos a dizer a verdade e que a felicitemos quando o fizer, para que aprenda a sentir a satisfação de ter feito uma coisa boa. Mas, ao mesmo tempo, se não a corrigirmos quando mentir, continuará a fazê-lo e não conseguirá o hábito desejado.
As más experiências
É verdade que às vezes se abusou dos castigos, chegando a magoar a criança física ou afectivamente. Por isso se compreende que se insista tanto em prevenir esses casos e assegurar que não voltem a acontecer.
Mas isso não justifica que se deixe de corrigir e de educar. Por outro lado, devemos recordar que a educação é uma arte e que se deve aplicar de maneira personalizada. Qualquer mãe sabe muito bem que aquilo que lhe serviu para corrigir o filho mais velho muito provavelmente não a ajuda com o mais novo. A maneira de corrigir deve depender da criança que se corrige, da personalidade e da idade de cada um.
Tendo em conta o que se disse anteriormente, é possível dar alguns conselhos práticos para assegurar que os nossos modos de corrigir não prejudiquem as nossas crianças, mas que, pelo contrário, as ajudem a crescer como pessoas.
Por amor
Primeiramente, é muito importante que a correcção seja feita para ajudar a criança a ser melhor, e não porque nos incomodou com aquilo que fez. As crianças têm como que um sexto sentido que lhes permite captarem bem as intenções dos pais e professores. Sabem perceber quando são corrigidos por amor e quando são corrigidos por irritação.
Além disso, com as correcções ensinamo-las a distinguir aquilo que está bem daquilo que está mal. É preciso que sejamos muito consequentes nisto, para que a criança entenda que foi corrigida porque bateu num irmão, e não porque a mãe estava de mau humor. As crianças são mais inteligentes do que aquilo que muitas vezes pensamos, e vão formando os seus próprios critérios de bem e de mal não tanto por aquilo que lhes dizemos, mas sim pelas nossas reacções relativamente àquilo que fazem.
Sempre
Em segundo lugar, não é preciso esperar que a criança chegue à idade da razão para a corrigirmos. Nessa idade já chegamos tarde. A criança começa a formar hábitos desde que nasce, pelo que os primeiros anos são fundamentais para a sua educação. Se não está em idade de entender razões, não lhas dês. Mas não deixes de corrigir imediatamente. Fazes-lhe um grande favor ao ajudá-la a adquirir hábitos desde a mais pequena idade.
A hora de reflectir
Quando a criança já entende razões, é importante que aprenda que tudo o que faz tem consequências. Todo o acto bom terá consequências boas, e todo o acto mau, consequências más. Na vida corrente, as consequências, quer sejam boas ou más, nem sempre se deixam ver instantaneamente. Por vezes demoram anos a chegar, mas chegam sempre. Descuidar a própria saúde, talvez não me afecte imediatamente, mas fá-lo-á mais cedo ou mais tarde. Esforçar-me nos estudos pode não dar resultados imediatos, mas no dia em que encontrar trabalho darei por bem empregues tantas horas de esforço. É preciso ajudar a criança a ver as consequências dos seus actos de forma imediata, para que compreenda esta relação entre o seu comportamento e a consequência, e é aqui que os reforços e os correctivos entram em jogo. Dar os parabéns, ou dar uma palmadinha nas costas são coisas que ajudam a criança a entender que o que fez foi bem feito, e muito provavelmente ela procurará fazê-lo de novo. Uma censura, ou mesmo uma sanção, conforme o caso, far-lhe-ão ver que não deve repetir aquilo que fez. É muito importante que compreenda que o correctivo lhe é aplicado não porque se está zangado com ela, mas que é uma consequência daquilo que fez, e que está nas suas mãos não voltar a recebê-lo.
Saber
É importante que a criança saiba em que é que está a ser corrigido e porquê. De pouco serve tirar-lhe o brinquedo preferido durante uns dias, se ela não souber por que motivo ficou sem ele. Mas, se souber a razão, evitará fazer a mesma coisa no futuro, e podemos dizer que aprendeu.
Proporção
Também é importante que a correcção seja proporcional àquilo que a criança fez, e que o correctivo em si mesmo não lhe faça mal. Não podemos deixar uma criança sem comer, ou a apanhar chuva, por castigo. Mas podemos talvez proibi-la de ver televisão algumas vezes.
Reparando
Ajuda muito, na medida do possível, que o correctivo tenda a reparar o mal que a criança ou o jovem possa ter feito. Desta maneira, por um lado, compreende que as suas acções podem prejudicar os outros e, por outro, aprende a responsabilizar-se por elas.
A sábia prudência
É importante que os correctivos sejam apropriados à idade da criança ou do jovem. Se já estiver em idade de entender as razões, convém esperar pelo momento oportuno para falar com ele, e que ele mesmo aceite o correctivo como consequência daquilo que fez. Em muitos casos isto é muito saudável e até lhe dá a sensação de ter reparado o mal que possa ter ocasionado com o seu comportamento. Mas se, pelo contrário, lhe impomos o correctivo sem que ele seja consciente de que fez algo mau, isso poderá levá-lo a não repetir o que fez, mas fará isso mais por medo do que por convicção. Além disso, corre-se o risco de gerar nele um sentimento de injustiça, fazendo que se quebre a comunicação com ele. O que seria muito prejudicial, pois então perderíamos a capacidade de o ajudar.
Forma e fundo
A regra de ouro que nunca falha é a de sermos suaves na forma e firmes no fundo. Precisamos de educar, e isto implica corrigir. Mas isso não é incompatível com o carinho, as boas maneiras e a simpatia. É acertado o dito que afirma que atrai mais uma gota de mel do que um barril de vinagre. A correcção é uma forma muito autêntica do nosso amor aos filhos e aos alunos. Não deixemos claudicar a nossa responsabilidade de educadores, mas, isso sim, façamo-lo com amor.
Liliana Esmenjaud, Mujer Nueva – tradução para a Aldeia de Jorge N.
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Coisas que fazemos
Tenho como certo que constituímos um mistério completo para os nossos filhos. Se fossem capazes de exprimir em palavras a perplexidade que os assalta tantas e tantas vezes, haviam de nos dizer coisas engraçadas…; se não gostassem tanto de nós, talvez nos dissessem palavras que haviam de nos fazer corar. Ou talvez nos mandassem dar uma volta.
Talvez nos mandassem… crescer. É que não encontram uma lógica na forma como os tratamos. Ficam baralhados quando, depois de os termos conduzido a um certo estilo de vida, exigimos deles um comportamento exactamente oposto a esse estilo de vida.
E o pior de tudo é que têm razão. Exactamente toda a razão. A lucidez de que dispõem será infantil ou adolescente, mas ainda é lúcida. E nós já não somos muito lúcidos. Vejamos um exemplo de coisas que fazemos.
O menino lá em casa não faz a sua cama de manhã. Não prepara ele próprio a roupa para vestir no dia seguinte. Não arruma o seu quarto. Não prepara o seu lanche. A mãe tem um gosto todo maternal em realizar por ele essas tarefas.
Há anos que isto se passa assim, o que produz um estilo de vida.
E, depois, o pai vai levar o menino à escola, mesmo que, indo a pé, demorasse apenas dez ou quinze minutos. É que a chuva, e os atrasos, e o peso da mochila, e o perigo de atravessar a estrada… E, se for na grande cidade, os assaltos… Já uma vez roubaram um relógio ao primo dele.
Há anos que isto se passa assim, o que produz um estilo de vida.
E, depois, o menino, além de não tratar das suas coisas, também não é envolvido nas tarefas comuns da casa. Porque, se puser a mesa, de certeza que parte pelo menos um copo. Porque não é de grande ajuda se for preciso pregar um quadro na parede. Porque se sujaria se ajudasse na pintura da sala; e seria preciso, além do mais, andar a tomar conta dele. Porque está muito frio para ser ele a despejar o saco do lixo lá fora, no contentor…
Há anos que isto se passa assim, o que produz um estilo de vida. Hoje em dia, não mexe um dedo nem sequer para colocar uma cadeira no lugar. Consome as coisas que aparecem feitas, e é capaz de resmungar se não lhe lavaram bem umas sapatilhas, ou se o jantar se atrasou.
Entretanto, chega uma altura em que os pais ficam alarmados. Assustamo-nos quando as coisas chegam a um certo ponto. Quando nos parece que ele está a ficar muito infantil, pouco maduro para a idade. Ficamos em pânico quando o menino teve uma quebra grande no rendimento escolar. Insistimos então com ele para que estude, para que seja responsável na sua vida escolar…
Mas sucede que a responsabilidade não nasce senão depois de se ter cultivado cuidadosamente, demoradamente, a semente da responsabilidade. Passámos anos a fomentar no menino um estilo de vida irresponsável, e agora, de repente, exigimos-lhe que seja responsável? Passámos anos a apaparicá-lo, e agora queremos que seja maduro? Para ele ser maduro, teria sido necessário que tivesse vivido: que tivesse passado experiências diversas, que tivesse enfrentado obstáculos, que tivesse feito coisas sozinho, que tivesse errado e emendado depois os erros, que se tivesse aperfeiçoado à custa de esforço pessoal. E nós temos feito tudo para lhe evitar esses obstáculos, essas experiências e esse esforço.
É claro que, quando chega a altura em que precisa mesmo de estudar, porque as matérias se tornaram mais difíceis, não é capaz de o fazer. Pois é natural que – não tendo sido habituado ao esforço de fazer a cama, de ir a pé para a escola, de pôr a mesa… – não seja capaz do esforço de estudar, que é maior do que os outros.
É escusado levar o menino ao psicólogo. É escusado pensarmos que o problema está em que não sabe estudar, em que desconhece as técnicas de estudo. O problema dele são… os pais. Exactamente.
Seremos capazes de mudar?
Talvez nos mandassem… crescer. É que não encontram uma lógica na forma como os tratamos. Ficam baralhados quando, depois de os termos conduzido a um certo estilo de vida, exigimos deles um comportamento exactamente oposto a esse estilo de vida.
E o pior de tudo é que têm razão. Exactamente toda a razão. A lucidez de que dispõem será infantil ou adolescente, mas ainda é lúcida. E nós já não somos muito lúcidos. Vejamos um exemplo de coisas que fazemos.
O menino lá em casa não faz a sua cama de manhã. Não prepara ele próprio a roupa para vestir no dia seguinte. Não arruma o seu quarto. Não prepara o seu lanche. A mãe tem um gosto todo maternal em realizar por ele essas tarefas.
Há anos que isto se passa assim, o que produz um estilo de vida.
E, depois, o pai vai levar o menino à escola, mesmo que, indo a pé, demorasse apenas dez ou quinze minutos. É que a chuva, e os atrasos, e o peso da mochila, e o perigo de atravessar a estrada… E, se for na grande cidade, os assaltos… Já uma vez roubaram um relógio ao primo dele.
Há anos que isto se passa assim, o que produz um estilo de vida.
E, depois, o menino, além de não tratar das suas coisas, também não é envolvido nas tarefas comuns da casa. Porque, se puser a mesa, de certeza que parte pelo menos um copo. Porque não é de grande ajuda se for preciso pregar um quadro na parede. Porque se sujaria se ajudasse na pintura da sala; e seria preciso, além do mais, andar a tomar conta dele. Porque está muito frio para ser ele a despejar o saco do lixo lá fora, no contentor…
Há anos que isto se passa assim, o que produz um estilo de vida. Hoje em dia, não mexe um dedo nem sequer para colocar uma cadeira no lugar. Consome as coisas que aparecem feitas, e é capaz de resmungar se não lhe lavaram bem umas sapatilhas, ou se o jantar se atrasou.
Entretanto, chega uma altura em que os pais ficam alarmados. Assustamo-nos quando as coisas chegam a um certo ponto. Quando nos parece que ele está a ficar muito infantil, pouco maduro para a idade. Ficamos em pânico quando o menino teve uma quebra grande no rendimento escolar. Insistimos então com ele para que estude, para que seja responsável na sua vida escolar…
Mas sucede que a responsabilidade não nasce senão depois de se ter cultivado cuidadosamente, demoradamente, a semente da responsabilidade. Passámos anos a fomentar no menino um estilo de vida irresponsável, e agora, de repente, exigimos-lhe que seja responsável? Passámos anos a apaparicá-lo, e agora queremos que seja maduro? Para ele ser maduro, teria sido necessário que tivesse vivido: que tivesse passado experiências diversas, que tivesse enfrentado obstáculos, que tivesse feito coisas sozinho, que tivesse errado e emendado depois os erros, que se tivesse aperfeiçoado à custa de esforço pessoal. E nós temos feito tudo para lhe evitar esses obstáculos, essas experiências e esse esforço.
É claro que, quando chega a altura em que precisa mesmo de estudar, porque as matérias se tornaram mais difíceis, não é capaz de o fazer. Pois é natural que – não tendo sido habituado ao esforço de fazer a cama, de ir a pé para a escola, de pôr a mesa… – não seja capaz do esforço de estudar, que é maior do que os outros.
É escusado levar o menino ao psicólogo. É escusado pensarmos que o problema está em que não sabe estudar, em que desconhece as técnicas de estudo. O problema dele são… os pais. Exactamente.
Seremos capazes de mudar?
Paulo Geraldo
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sábado, 22 de janeiro de 2011
Pensamentos...
"O cobarde nunca tenta, o fracassado nunca termina e o vencedor nunca desiste."
Norman Vicent Peale
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Talento, conquistas e vitórias
Nem sempre é fácil lutar por aquilo que queremos ou acreditamos estar correcto mas o que importa é nunca desistir. Quando te sentires perdido e não souberes por onde ir pensa que deves seguir sempre na direcção dos teus objectivos por mais dificil que te pareça essa caminhada....IMPORTANTE É NUNCA DESISTIR...nunca deixes de voar.
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Pedras no Caminho
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…
Fernando Pessoa
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…
Fernando Pessoa
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Autodisciplina
Aquilo que podemos conseguir com a disciplina que ensinamos aos nossos filhos vai muito mais além do que o curto prazo.
No imediato, aconselhamos à criança a forma correcta de lidar com as situações do dia-a-dia, que regras deve cumprir, que limites deve respeitar.
E que os seus comportamentos e atitudes todos têm consequências, sejam boas ou más.
Mas o nosso verdadeiro objectivo não deve ser apenas esse e não pode ficar por aqui.
Quando ensinamos os nossos filhos, o que pretendemos é que eles se comportem bem, mesmo quando nós (ou outros adultos) não estamos presentes.
O que pretendemos é ajudá-los a interiorizar como suas as regras, os limites e as atitudes que lhe vamos ensinando ao longo do tempo, para que eles possam, quando sozinhos e em outras situações, manter a mesma forma de actuar que teriam se estivessem na nossa presença.
A isto se chama "autodisciplina" e representa o melhor que podemos transmitir aos nossos filhos.
Cabe-nos a nós, como pais e mães, ajudar a criança a controlar os seus impulsos, a gerir as suas emoções e a confiar em si mesma, respeitando os sentimentos e as necessidades dos outros.
Quando um dos nossos filhos consegue fazer tudo isto sem estarmos presentes, estamos de parabéns pois conseguimos o nosso principal objectivo.
por Paulo Oom, pediatra
No imediato, aconselhamos à criança a forma correcta de lidar com as situações do dia-a-dia, que regras deve cumprir, que limites deve respeitar.
E que os seus comportamentos e atitudes todos têm consequências, sejam boas ou más.
Mas o nosso verdadeiro objectivo não deve ser apenas esse e não pode ficar por aqui.
Quando ensinamos os nossos filhos, o que pretendemos é que eles se comportem bem, mesmo quando nós (ou outros adultos) não estamos presentes.
O que pretendemos é ajudá-los a interiorizar como suas as regras, os limites e as atitudes que lhe vamos ensinando ao longo do tempo, para que eles possam, quando sozinhos e em outras situações, manter a mesma forma de actuar que teriam se estivessem na nossa presença.
A isto se chama "autodisciplina" e representa o melhor que podemos transmitir aos nossos filhos.
Cabe-nos a nós, como pais e mães, ajudar a criança a controlar os seus impulsos, a gerir as suas emoções e a confiar em si mesma, respeitando os sentimentos e as necessidades dos outros.
Quando um dos nossos filhos consegue fazer tudo isto sem estarmos presentes, estamos de parabéns pois conseguimos o nosso principal objectivo.
por Paulo Oom, pediatra
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Elogiar
NUM ELOGIO dizemos bem da criança quando mostrou vontade e perseverança numa tarefa ou conseguiu algum resultado, como uma boa nota num teste, não se ter esquecido de colocar o capacete antes de ir andar de bicicleta ou ter ajudado o irmão mais novo a apertar os atacadores.
O elogio diz respeito à atitude demonstrada ou ao resultado conseguido e é feito sempre após a tarefa ter terminado.
O elogio diz muito aos nossos filhos sobre a forma como vemos o mundo à nossa volta e sobre aquilo que acreditamos ser importante na vida.
Por isso mesmo é necessário elogiar não só as proezas académicas ou as vitórias desportivas mas também os valores demonstrados pelas crianças como o esforço, a diplomacia, a integridade ou a honestidade.
Nós, pais, parece que às vezes temos alguma dificuldade em elogiar os nossos filhos.
Como se tudo o que eles fazem de bem fosse o esperado e não tivesse nada de especial nem de ser elogiado. Já para o que fazem de mal, parecemos polícias a perseguir ladrões e não deixamos de reparar na mais pequena falta. Mas dizer bem deve ser mais frequente do que dizer mal.
Como regra básica, em cada dia, por cada repreensão que fazemos a um dos nossos filhos, devemos fazer quatro elogios. Só desta forma conseguimos que a nossa educação e a nossa forma de exercer a disciplina se faça mais pela positiva do que pela negativa. Se faça mais pela atenção, encorajamento e elogio dos comportamentos adequados do que pela crítica e repreensão dos comportamentos inadequados.
E assim será muito mais eficaz.
por Paulo Oom, pediatra
O elogio diz respeito à atitude demonstrada ou ao resultado conseguido e é feito sempre após a tarefa ter terminado.
O elogio diz muito aos nossos filhos sobre a forma como vemos o mundo à nossa volta e sobre aquilo que acreditamos ser importante na vida.
Por isso mesmo é necessário elogiar não só as proezas académicas ou as vitórias desportivas mas também os valores demonstrados pelas crianças como o esforço, a diplomacia, a integridade ou a honestidade.
Nós, pais, parece que às vezes temos alguma dificuldade em elogiar os nossos filhos.
Como se tudo o que eles fazem de bem fosse o esperado e não tivesse nada de especial nem de ser elogiado. Já para o que fazem de mal, parecemos polícias a perseguir ladrões e não deixamos de reparar na mais pequena falta. Mas dizer bem deve ser mais frequente do que dizer mal.
Como regra básica, em cada dia, por cada repreensão que fazemos a um dos nossos filhos, devemos fazer quatro elogios. Só desta forma conseguimos que a nossa educação e a nossa forma de exercer a disciplina se faça mais pela positiva do que pela negativa. Se faça mais pela atenção, encorajamento e elogio dos comportamentos adequados do que pela crítica e repreensão dos comportamentos inadequados.
E assim será muito mais eficaz.
por Paulo Oom, pediatra
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Encorajar
Encorajar significa dar força, animar e incentivar a criança a terminar uma tarefa.
É feito por nós, pais, independentemente do resultado, positivo ou negativo, que vier a acontecer. Podemos encorajar a criança a estudar para ter uma nota melhor no teste da próxima semana ou incentivá- -la a começar a andar de bicicleta sem rodinhas, ou a nadar e a tornar-se independente na água.
Todas estas atitudes temo-las independentemente do resultado alcançado. O teste pode não correr tão bem como desejado, as quedas de bicicleta ainda são frequentes e por vezes ainda temos de dar uma ajuda para a criança conseguir atravessar a piscina.
Mas a criança sente que está a trabalhar para algo de bom e desejável e, o mais importante, sente-se apoiada e animada pelos pais. Este mesmo princípio pode depois ser utilizado em questões de disciplina, quando pretendemos que um dos nossos filhos vá pedir desculpa a outra criança por lhe ter tirado a bola sem pedir, quando dois irmãos estão a tentar resolver a bem uma disputa entre os dois, ou quando a nossa filha tem vergonha de dar uma esmola a um pobre sentado na rua.
O encorajamento é uma arma poderosa pois os nossos filhos querem, naturalmente, agradar-nos. Deve ser usado à vontade mas sempre (sempre!) independentemente do resultado.
O objectivo é a criança saber que aprovamos o que ela está a fazer, como quando lhe damos atenção, mas indo um pouco mais além. O que encorajamos é a atitude, o esforço, a dedicação.
O resultado disso é outra coisa.
por Paulo Oom no Jornal i
É feito por nós, pais, independentemente do resultado, positivo ou negativo, que vier a acontecer. Podemos encorajar a criança a estudar para ter uma nota melhor no teste da próxima semana ou incentivá- -la a começar a andar de bicicleta sem rodinhas, ou a nadar e a tornar-se independente na água.
Todas estas atitudes temo-las independentemente do resultado alcançado. O teste pode não correr tão bem como desejado, as quedas de bicicleta ainda são frequentes e por vezes ainda temos de dar uma ajuda para a criança conseguir atravessar a piscina.
Mas a criança sente que está a trabalhar para algo de bom e desejável e, o mais importante, sente-se apoiada e animada pelos pais. Este mesmo princípio pode depois ser utilizado em questões de disciplina, quando pretendemos que um dos nossos filhos vá pedir desculpa a outra criança por lhe ter tirado a bola sem pedir, quando dois irmãos estão a tentar resolver a bem uma disputa entre os dois, ou quando a nossa filha tem vergonha de dar uma esmola a um pobre sentado na rua.
O encorajamento é uma arma poderosa pois os nossos filhos querem, naturalmente, agradar-nos. Deve ser usado à vontade mas sempre (sempre!) independentemente do resultado.
O objectivo é a criança saber que aprovamos o que ela está a fazer, como quando lhe damos atenção, mas indo um pouco mais além. O que encorajamos é a atitude, o esforço, a dedicação.
O resultado disso é outra coisa.
por Paulo Oom no Jornal i
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Pensamentos
Partilho aqui mais um dos vídeos que me acompanha há alguns anos.
A mensagem que o vídeo da campanha quer passar é que, por vezes, um abraço é tudo o que nós precisamos.
"Free hugs" é uma história real de Juan Mann, o homem que se encarregou da missão de sair para a rua e abraçar estranhos na tentativa de trazer novamente o brilho para a vida das pessoas, numa época de pouco convívio social.
O efeito que a campanha dos abraços criou foi tremendo.
O vídeo passou a ser usado como um símbolo da esperança humana de que o mundo tem salvação, porém nem todos entendem isso. Os responsáveis pela cidade onde decorria a campanha decidiram que a campanha dos abraços tinha de acabar.
A reacção foi fantástica quando todos se juntam para assinar uma petição para liberar a campanha dos abraços. Em pouco tempo reuniram mais de 10 mil assinaturas, o que faz com que a campanha pudesse continuar.
A mensagem que o vídeo da campanha quer passar é que, por vezes, um abraço é tudo o que nós precisamos.
"Free hugs" é uma história real de Juan Mann, o homem que se encarregou da missão de sair para a rua e abraçar estranhos na tentativa de trazer novamente o brilho para a vida das pessoas, numa época de pouco convívio social.
O efeito que a campanha dos abraços criou foi tremendo.
O vídeo passou a ser usado como um símbolo da esperança humana de que o mundo tem salvação, porém nem todos entendem isso. Os responsáveis pela cidade onde decorria a campanha decidiram que a campanha dos abraços tinha de acabar.
A reacção foi fantástica quando todos se juntam para assinar uma petição para liberar a campanha dos abraços. Em pouco tempo reuniram mais de 10 mil assinaturas, o que faz com que a campanha pudesse continuar.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Nunca deixe de sonhar
Aconteça o que acontecer, nunca deixem de sonhar
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Pensamentos
Sejam quais forem os resultados com êxito ou não, o importante é que no final cada um possa dizer:
"fiz o que pude"
"fiz o que pude"
Louis Pasteur
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Formação
Formar atletas vai mais além do que simplesmente ensinar a dar uns "pontapés" na bola.
Enquanto treinadores devemos dar o exemplo. Mas muitas vezes o que vemos são maus exemplos de quem grita e culpabiliza um atleta por uma menos boa acção dentro ou fora de campo. Não devemos deixar passar nunca uma acção incorrecta mas devemos para além do "castigo" explicar porque não deve tomar determinada atitude.
Os treinadores devem ser SEMPRE os primeiros a dar o exemplo. O que as crianças vem as crianças imitam....
Enquanto treinadores devemos dar o exemplo. Mas muitas vezes o que vemos são maus exemplos de quem grita e culpabiliza um atleta por uma menos boa acção dentro ou fora de campo. Não devemos deixar passar nunca uma acção incorrecta mas devemos para além do "castigo" explicar porque não deve tomar determinada atitude.
Os treinadores devem ser SEMPRE os primeiros a dar o exemplo. O que as crianças vem as crianças imitam....
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
Um exemplo de coragem
Aquilo que uma pessoa é capaz de fazer quando não se deixa abater pela infelicidade e quando se dedica a perseguir um objectivo de vida.
Devemos lutar sempre pelo que queremos e nunca desistir perante a adversidade.
Devemos lutar sempre pelo que queremos e nunca desistir perante a adversidade.
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